segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Mais Museu do Côa
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
"O Paradigma Perdido..." livro do ano (2009) para a revista World Archaeology
A notícia já tem alguns meses, mas como nunca a arquivei aqui, pois aí vai para os mais distraídos. Entre os principais livros de arqueologia publicados no passado ano em todo o mundo, o meu livro mais recente sobre a Arte do Côa foi considerado pela World Archaeology (segundo a selecção de Paul Bahn) como um dos mais belos, considerando-se que a nossa equipa do Côa "é uma das mais importantes no mundo na elaboração dos registos de arte rupestre, como este livro demonstra admiravelmente". E o Museu do Côa aí está agora para o tentar continuar a demonstrar, acrescentarei...
Museu do Côa - 15 Agosto 2010


sexta-feira, 6 de agosto de 2010
O Museu do Côa e os 300 mil.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Vale do Côa para os mais distraídos
domingo, 1 de agosto de 2010
Siega Verde Património da Humanidade como extensão do Vale do Côa


A próxima etapa para quem aprecia e compreende verdadeiramente a arte paleolítica de ar livre (e não só a da bacia do Douro) é alargarmos esta classificação aos restantes sítios com arte paleolítica a céu aberto, como sejam (para já), em Portugal os de Mazouco, Fraga do Gato (junto à calçada de Alpajares), Pousadouro, Ribeira da Sardinha, Sampaio e Pedra Escrevida (estes quatro no Vale do Sabor), Poço do Caldeirão e Costalta (Vale do Zêzere) e cavalo isolado do Ocreza. A que há que juntar o notável e precioso sítio ainda inédito de Foz Tua. Porque constituem no seu conjunto uma formidável unidade estilística que demonstra o "génio criador dos primeiros povoadores" vinculado a uma vasto território interior peninsular. E são afinal o nosso primeiro (e magnífico) Império Artístico...O Vale do Côa e os seus inimigos de estimação



Mais acima, no desvio de uma outra estrada da margem esquerda que conduz ao mesmo abandonado sítio, operários que colocavam então o novo tapete de alcatrão da Nacional 202 garatujavam com o mesmo tipo de tinta que aparecia nas próprias marcas dos seus trabalhos, estoutra coisa:
Inaugurado que está o novo Museu do Côa com o inevitável stresse mediático destes dias de zanguizarra, eis que surge ainda e sempre o inevitável coro de inimigos de estimação do Côa (sem esta malta nem o Museu tinha a mesma graça): que os arqueólogos insistem no erro de quererem fora de água e no seu ambiente arqueológico as ditas gravuras que parece já ninguém apreciar, que não percebem que a água é a coisa mais importante deste século, que falavam (quando éramos jovens e frescos?) em 200.000 visitantes (agora para arredondar já são 300.000) e só têm 20.000 em Foz Côa, que ninguém já hoje vai ao Côa, que o bando de paleolíticos soube enganar bem os governantes da altura (1995)... E parece que todas as outras barragens em construção de nada servem perante a grandeza da abandonada barragem do Côa sem a qual o país será um deserto a prazo! Enfim...sábado, 31 de julho de 2010
A Inauguração




Como me senti ontem na inauguração do Museu do Côa? Pois como um dador anónimo em banco de esperma!segunda-feira, 26 de julho de 2010
O Convite
Eu sei que em Portugal já não há touros de morte desde o século XVIII, mas !raios!, porque é que cortaram os cornos ao auroque?
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Para a história do Museu do Côa. A Primeira Pedra (26 Jan. 2007)
Maqueta do Museu do Côa
A equipa dos dois arquitectos projectistas, Camilo Rebelo e Tiago Pimentel, apresenta a maqueta aos responsáveis governamentais
A primeira pedra, um pequeno bloco de xisto, com o símbolo do Parque Arqueológico e o nome que seria depois abreviado apenas para Museu do Côa. Um trabalho do desenhador Fernando Barbosa, do então Centro Nacional de Arte Rupestreterça-feira, 20 de julho de 2010
Ícones da arte rupestre portuguesa


Esta é a mais icónica gravura neolítica da arte do Vale do Tejo (Nisa/Portalegre):
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Um Adeus infinito

MAIO 22, 2010
Informação...
Alguns amigos, estranhando o silêncio, perguntam-me se morri. Não tenho passado bem, mas não morrri. Espero ressuscitar...
Mas não, não ressuscitou mesmo. E foram estas as últimas palavras escritas do meu AMIGO Ademar no seu abnoxio, onde só na véspera tinha percebido "por que Sócrates chegou a primeiro-ministro" e lá se conserva em banho-manel.
Foi o Ademar, ar de profeta e uma gargalhada irrepetível às vaidades e arroubos mundanos, uma figura incontornável da vida cívica e cultural bracarense das últimas décadas. E eu, tolhido do espanto de o sentir (sem mais) baixar à terra, ainda não acredito que perdi o meu sátiro de eleição, e a quem, querido amigo, aqui deixo... um Adeus infinito...
e memoro o teu último (e profético) poema publicado:
Improviso em resposta a um questionário íntimo...
1. Desmarquei todas as consultas
para não saber a data precisa da minha morte
2. e para não ter de renovar
o guarda-roupa
3. a cor das paredes ficou fantástica
não fora a cegueira das mãos
4. os manuais escolares os jornais e
as revistas velhas não couberam no papelão
5. as estantes da sala não celebraram ainda
o milagre da ressurreição
6. os brinquedos do quarto do espelho
continuam à espera de pilhas novas
7. as velas deixaram de contar
o fogo que as silenciou
8. e as flores que entretanto murcharam
também.
Ademar
20.05.2010
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Novos livros: André Santos, "Uma Abordagem Hermenêutica - Fenomenológica à Arte Rupestre da Beira Alta: o caso do Fial (Tondela, Viseu)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Museu do Côa 04 - Museu Nacional de Arte Pré-Histórica






O Museu do Côa, em fase de instalação, é uma importante peça de arquitectura, com uma implantação notável no alteado ângulo da junção do Côa com o Douro. Obra de Pedro Pimentel e Camilo Rebelo, uma jovem e imaginativa dupla de arquitectos do Porto, a quem a arquitectura regional a partir de agora fica a dever esta emblemática criação.
Associação dos Arqueólogos Portugueses "Em Defesa do Vale do Côa"
Passado que está o longo intermezzo eleitoral, que também no Vale do Côa deixou as suas marcas, em particular pelo resultado nas autárquicas locais que desta vez deram a vitória ao PSD, é tempo de voltar a repensar-se o Museu do Côa.
A AAP aprovou no passado dia 16 o seguinte comunicado - transcrito do blog http://atribunadocarmo.wordpress.com/ com o qual nas suas linhas gerais se concorda:
EM DEFESA DO VALE DO CÔA
Tendo em conta as declarações do Ministro da Cultura, António Pinto Ribeiro, em 29 de Agosto de 2009, aquando de uma visita técnica ao Museu do Côa, em que propôs a criação de uma sociedade anónima para a gestão do património que lhe está associado, várias foram as dúvidas e preocupações que se levantaram junto da comunidade arqueológica sobre a natureza do modelo de gestão e o futuro do vale do Côa. Com efeito, este património é um recurso de excepcional importância, mas muito sensível e não renovável, que não pode ser gerido como uma mera mercadoria que importa rentabilizar de imediato e a qualquer preço.
A Associação dos Arqueólogos Portugueses, reunida em Assembleia-Geral no dia 16 de Outubro de 2009, considera, assim, que a Arte do Côa, pela sua importância internacionalmente reconhecida enquanto Património da Humanidade, deverá inequivocamente ser gerida por um serviço dependente da administração central. O Estado é o primeiro e principal responsável pela conservação, estudo e divulgação deste património, não só perante o país, também perante a comunidade internacional, responsabilidade que não pode ser em caso algum alienada.
Esta posição não invalida o envolvimento de outras entidades, públicas e privadas, de âmbito internacional, nacional, regional e local, nomeadamente autarquias e associações cívicas, em projectos e iniciativas desenvolvidos pelo Museu do Côa e pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa.
Considera-se, por outro lado, que a Arte Rupestre é a razão essencial da existência do Museu do Côa e do Parque Arqueológico do Vale do Côa, que devem constituir uma única entidade.
Dada a importância excepcional da Arte Rupestre do Côa, a Associação dos Arqueólogos Portugueses propõe, assim, ao Ministério da Cultura que promova a discussão pública deste processo, pois o mesmo só poderá ser levado a bom termo com a mobilização e o envolvimento de todas as pessoas e entidades interessadas na preservação e valorização de um património que a todos pertence.
A Associação dos Arqueólogos Portugueses alerta ainda as entidades responsáveis para a necessidade absoluta de manutenção do acesso controlado a um recurso muito sensível, até porque uma percepção adequada da maior parte das gravuras requer uma visita acompanhada de um guia devidamente preparado para o efeito, tal como acontece nos poucos sítios de Arte Rupestre Paleolítica ainda abertos ao público em toda a Europa. Nestas circunstâncias, o desejável aumento do número de visitantes, deverá basear-se no gradual aumento do número de guias qualificados e dos veículos disponíveis, e não na construção de novas estradas e na abertura descontrolada do acesso às gravuras, para visitas rápidas e superficiais, não geradoras de emprego e de mais valias para a região.
Lisboa, Museu Arqueológico do Carmo, 16 de Outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Helena Matos e o Vale do Côa
domingo, 13 de setembro de 2009
Novos livros:Arte Prehistorico al aire libre en el Sur de Europa. Actas
Novos livros em arte paleolítica: Creswell Crags
A cultura nos debates
domingo, 30 de agosto de 2009
Museu do Côa 03

Fotos: AMB//29AGO'09








